segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Viver

1º coisa a se fazer para viver é aceitar que a vida nao é bela.

Desse modo, rejeitamos os sonhos de vida perfeita e de pessoas perfeitas.

Pq uma hora ou outra, esse sonho sera desmoronado. Aí sofreremos, acusaremos o outro de ter nos feito isso ou aquilo.

Nao funciona nao aceitar os erros alheios, com aquele pensamento que "só o bem vencerá". Devemos aceitar.

Aceitar um erro ou um defeito nao é ser fraco, ou mole (como se diria no popular), ou bobo. Aceitar um erro é ser o suficiente.

Quando aceitamos o nossos erros e os nossos defeitos, somos perfeitamente capazes de aceitar o outro com seus erros e defeitos.

Quando ja temos uma pre aceitaçao das imperfeiçoes, elas ja nao nos atigem.

Admitir que a vida nao é bela é a formula que torna a vida bela.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sobre Amor

Divagando entre as flutuações de meus pensamentos, entre as impossibilidades do amor, conclui sobre suas possibilidades.

Que este nada mais é e não seria menos que um fragmento deste mundo, paralelo e ainda assim onipresente a este. Apenas notório aos loucos.

Eles que tomam partido do que querem, mesmo sabendo por quantas infindáveis escolhas terão que atropelar.

Estando o mundo fragmentado, outro seria composto pelas nebulosidades da razão. Seria este a ascensão ou a queda da humanidade?Um estado de eterna busca por respostas que já óbvias.

Ah, mas o amor, incansáveis devaneios recriados mil vezes se preciso, para não acabar o sorriso. Irrequieto repouso. Abismo de dois precipícios, como um bêbado que tenta se equilibrar, mas apenas pode escolher para qual lado vai cair.

De um lado, um abismo de delírios juvenis em campos floridos e alegres onde o próprio amor se basta.

De outro, um mergulho profundo nas inquestionáveis incertezas da mente, que viperinas, corroem o mel do amor a doce esperança. Sobrevive sozinho o amor?

Fica-se então assim, equilibrando, bambeando, transitando de um estado de insanidade a outro, entre poesias e suplícios, suspiros e martírios sobre as inesgotáveis possibilidades do amor.

(Escrito em 2008)

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Eco Encheção de Saco

Ha alguns dias eu assiti, num cine clube, um filme de produçao local. Nele era questionado assuntos como, "valor da natureza", "o que fazemos para salvar o mundo" e uma critica ferrenha ao capitalismo.

Interessante, vamos sim fazer algo para a natureza. Mas me soou como uma hipocrisia, tanto discurso ecologico e tanta critica ao capitalismo.

Nos onibus da cidade, estao espalhados por todos os lados eco mensagens para formar eco cidadaos, mas sempre fico com a impressao, de que essas mesmas pessoas que tentam nos causar essa eco culpa, tambem nao fazem nada eco-logico.

Talvez teriam salvado mais o mundo se tivessem ido catar lixo na praia inves de ter feito um filme ou marketing em onibus.

E nao adianta mais criticar o capitalismo, nos pertencemos a ele e por ele somos formados.

Sim, podemos apontar seus defeitos mas nao culpa-lo de todo o mal da humanidade. Esse mal somos nos, seja no capitalismo, no socialismo e outos ismos.
E, nao fosse o "monstruoso capitalismo", nao seria possivel a feitura de filmes independentes, a camera filmadora, foi comprada pelo sistema capitalista.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Solitarios?

Apos uma releitura de minha ultima postagem, conclui algumas coisas, inuteis, de certo, mas que nada custam.

Ainda que solitários, nao estamos sozinhos.

Tudo o que vemos de uma outra pessoa, de alguma forma absorvemos alguma coisa.

A leitura que fazemos de uma postagem, de um livro, ou a musica que ouvimos de um compositor, faz com que compartilhemos deles, quem eles sao.

Pelo outro lado, aquele que escreveu, ou que nos chamou atençao na rua, por ter um largo sorriso, nao esta sozinho. Por que os notamos, sabemos de alguma particularidade da pessoa (ou nem tao particular assim).

E da mesma forma que somos leitores de outras pessoas, somos lidos.






O Encontro

Muitas vezes, temos exata noçao sobre certas coisas. Mas um ajuste focal melhora muito.

Ao sair da cidade do Rio, me tornei mais carioca do que nunca.

Eu ja sabia que era apaixonada pela cidade. Mas pelo o que? Estando de fora, posso melhor comparar o que há dentro e o que há fora.

Percebo agora detalhes da cidade que me eram tao naturais que nao fazia ideia que compunham uma parte da identidade local.

Aquelas coisas que eu ja era apaixonada, que sao a identidade do Rio, vejo hoje como parte da minha propria identidade. Por que longe dela, sinto falta como de algo em mim mesma. E ao me reencontrar com ela, me reencontro. Pois o que me compoe culturalmente, compoe minha identidade.

Curioso como, precisamos sair para se encontrar.

Mas essa identidade que o Rio me proporciona, sou tambem agente dela. Nao existiria a cara do Rio se nao existisse as pessoas do Rio.

Ps.: Obrigada Fernando Gralha, por mais uma vez, em nossas naturais conversas, vc me ajudar a abrir a minha mente.







sábado, 25 de setembro de 2010

Requisito para Amizade:

Um dia desses estava pelo orkut de uma menina de um velho grupo de amigos do tempo do colégio. Nas fotos, estavam reunidos ainda muitas pessoas daquele tempo. Todos sorrindo e juntos (mas eu nao). Me lembrei do quanto era legal andar com eles naquela época. Eles eram divertidos. Fiz um minuto de silencio pela minha falta da habilidade em me manter em velhos grupos de amigos. E comecei a questionar essa minha inabilidade. Foi quando me lembrei um fato decisivo.

Há algum tempo (nao quero fazer esforço para lembrar quanto), encontrei uma das meninas do grupo numa entrevista de emprego. Tivemos que fazer uma provinha (individual) de conhecimentos gerais. Durante a avaliação a menina desesperada se virou para mim e me perguntou quem era o nosso governador. Aí eu entendi pq nao andava mais com aquele grupo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Melhor Idade

Depois de alguns fatos decorridos, concluo sobre a melhor idade. Contrario ao que nos induzem a disfarçar as ingratidoes do tempo, a terceira nao é a melhor idade. Também nao é a dos "vinte e poucos anos", quando acham que sabem alguma coisa, sem saber que certas maravilhas lhes sao tiradas pela falta de humildade. As idades itermediarias nao passam de anos em crise pelo o que foi e pelo o que será. Por isso, eu juro, dezesseis é uma idade linda!